
07/06/2011
34ª SBQ Florianópolis - SC

11/04/2011
O ensino da Física e Química a alunos com Deficiência Visual
01/04/2011
Elaboração de Tabela Periódica em Braille
Olá pessoal, Encontrei em nossas leituras um texto muito bom no site “Sobre a Deficiencia Visual" e quis compartilhar com vocês blogueiros, estou disponibilizando o artigo (Clique Aqui) com o objetivo de contribuir para os trabalhos de todos nós. O artigo mostra como construir uma tabela periódica em braile e muito mais coisas interessantes, gostei e espero que gostem! Postarei mais assim que pesquisar “algo” interessante! Aproveitem, leiam e postem se gostaram, também aguardo sugestões. Ate mais!
31/03/2011
A experiência da deficiência
25/03/2011
Novidades...
Trabalhos Qnesc:
Algo Aqui Não Cheira Bem... A Química do Mal Cheiro
Aula de Química e Surdez: sobre Interações Pedagógicas Mediadas Pela Visão
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21/03/2011
Experiência: aulas de Química (apoio) para deficientes visuais.
Olá pessoal,
Eu sou a Waleska Arcanjo, professora de apoio da disciplina: Química no Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência Visual (CEBRAV). Venho dividir com vocês uma das grandes experiências que tenho trabalhando com pessoas que tem deficiência visual (DV). Vou começar fazendo uma pergunta. Qual a diferença de se ensinar química para aluno dito “normal” e para o aluno com DV?
Uma das diferenças é o medo e a acomodação do professor. Eu já passei por isso, sempre vem aquela velha pergunta: “Como eu vou ministrar uma aula para um aluno DV, se eu nem sei Braille!” A nem! Vou ter que preparar uma aula diferente para ele.
O primeiro contato com um aluno DV foi fascinante, pois percebi que a diferença entre um “normal” e DV em relação a capacidade física é somente a visão. Hoje em dia existem alguns recursos didáticos para os alunos “normais” e DV, já discutidos aqui pelo o Lucas e a Maria. Já em relação a capacidade cognitiva, ambos os alunos são iguais e, além disso, o esforço do aluno DV em apreender é maior que muitos alunos ditos “normais”. Mas como eu cheguei a essa conclusão? Uma resposta é obvia, o contato direto com o DV e outra foi quando eu estava ministrando a primeira aula de apoio sobre teoria atômica, quando a minha aluna DV me fez uma pergunta: você já viu um átomo? Eu respondi que não, e ela me perguntou novamente: nem pelo microscópio? Respondi novamente que não, ninguém nunca viu um átomo, teoricamente se cria a estrutura para o átomo. Mas Waleska isso não é nenhuma novidade! ela não saber que nunca se viu um átomo, ela não enxerga. Para a minha surpresa, fazendo meu estágio observatório, assistindo uma aula de química na 3º série do Ensino Médio um aluno dito “normal” fez a mesma pergunta que a minha aluna DV tinha me feito. Isso me fez parar e pensar, será que a dificuldade está no aluno ou é a disciplina que exige grande capacidade de abstração do aluno?
Essa foi uma das primeiras experiências e lição que eu tive dando aula para aluno com DV. Outra coisa que eu apreendi com os alunos DV, e que eu vou levar para minha vida inteira, foi quando eles me falaram que quase todos os professores ignoram a presença deles dentro da sala de aula, não querem saber se eles apreenderam a matéria e se apreenderam corretamente, entre outros agravantes.
Eu apreendi muito com eles e eles comigo, eles me mostraram alguns erros que os professores cometem dentro e fora da sala de aula, coisas que eu não pretendo fazer dentro ou fora da sala de aula. Devemos sempre lembrar que a educação é para todos, todos tem direito a ela, independente a quem é que seja.
Postado por Waleska Arcanjo.