01/04/2011

Elaboração de Tabela Periódica em Braille

Olá pessoal, Encontrei em nossas leituras um texto muito bom no site “Sobre a Deficiencia Visual" e quis compartilhar com vocês blogueiros, estou disponibilizando o artigo (Clique Aqui) com o objetivo de contribuir para os trabalhos de todos nós. O artigo mostra como construir uma tabela periódica em braile e muito mais coisas interessantes, gostei e espero que gostem! Postarei mais assim que pesquisar “algo” interessante! Aproveitem, leiam e postem se gostaram, também aguardo sugestões. Ate mais!

31/03/2011

A experiência da deficiência

Olá, Waleska! Tomando como ponto de partida, a sua narrativa, podemos refletir alguns pontos, discorrendo com o que, traz a escritora Rosita Edler Carvalho em seu livro intitulado ESCOLA INCLUSIVA: a reorganização do trabalho pedagógico. Um tópico discutido pela autora é a questão da diferença como experiência(pág.17) que diz: “Sob essa ótica, o conceito de diferença sai do terreno do essencialismo (a coisa em si mesma) para o terreno das vivências, ganhando uma dimensão pessoal, de cunho até fenomenológico, com interpretações pessoais decorrentes das relações estabelecidas entre os sujeitos e com o contexto social”. Nesse sentido, a autora destaca algo muito interessante: nem todos os grupos que têm a mesma deficiência, experimentam igualmente suas limitações, ou seja, dentro de um grupo de indivíduos que tem o mesmo tipo de deficiência, a experiência da deficiência de cada um, será diferente,assim como, em um grupo de indivíduos ditos “normais”, que também apresentará diferenças em relação às suas limitações e dificuldades. Assim, destaco alguns pontos de sua narrativa para que possamos refletir um pouco sobre o tema levantado. Quando você diz que percebeu que a diferença entre um “normal” e um aluno DV em relação à capacidade física era somente a visão e que não havia diferença quanto ao cognitivo, é preciso ficar claro, que especificamente no caso desta aluna, ela apresenta algumas limitações inerentes e que distintamente outros apresentarão as suas dificuldades e limitações próprias. Isto é importante para nós professores, para não generalizarmos e incorrer em equívocos. Mudando o enfoque, outra questão importante que você nos mostra, é com relação à indagação que a aluna DV faz, a respeito da visualização do átomo e à atribuição da dúvida à sua deficiência visual, pergunta feita também por um aluno dito “normal”. Parece-nos, que é uma questão de ensino aprendizagem precária, ou seja, não é a deficiência do aluno, mas a deficiência do ensino de química para o ensino médio. Fiquemos atentos! Por fim, gostaria de parabenizar a Waleska e sua equipe, pelo trabalho que estão desenvolvendo junto ao CEBRAV, e pedir a vocês que continuem contribuindo com os trabalhos do LPEQI narrando suas experiências, que são de suma importância, uma vez que abre caminhos para discussões e reflexões colaborando para a melhoria da prática docente.

25/03/2011

Novidades...

Olá blogueiros! Devido ao longo tempo sem nos comunicarmos, tenho muitas novidades para contar a vocês. A primeira é ótima: fizemos um folder (abaixo), para convidarmos os professores de química da rede estadual de ensino, que tem aluno DV, seja de baixa visão ou cegueira total, a participar do blog. Assim sendo, iremos até as escolas e levaremos os folders até eles. A segunda, também é ótima: fruto do trabalho e empenho de todos vocês, blogueiros de plantão, o LPEQI apresentará trabalho em forma de pôster no congresso SBQ, intitulado como: Ensino de Química no Contexto da Deficiência Visual: Considerações Sobre a Formação Inicial de Professores em Ambiente Virtual. Mas nada se compara com a última: Foram publicados na revista química nova (Qnesc) dois trabalhos do LPEQI: Aula de Química e Surdez: Sobre Interações Pedagógicas Mediadas pela Visão e Algo aqui não cheira bem... A Química do Mau Cheiro.Agora, contem-nos a suas novidades e o que vocês acharam dos trabalhos. Até mais...Segue anexo, todos os trabalhos.

Painel SBQ

Trabalhos Qnesc:

Algo Aqui Não Cheira Bem... A Química do Mal Cheiro

Aula de Química e Surdez: sobre Interações Pedagógicas Mediadas Pela Visão


Folder:




21/03/2011

Experiência: aulas de Química (apoio) para deficientes visuais.

Olá pessoal,

Eu sou a Waleska Arcanjo, professora de apoio da disciplina: Química no Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência Visual (CEBRAV). Venho dividir com vocês uma das grandes experiências que tenho trabalhando com pessoas que tem deficiência visual (DV). Vou começar fazendo uma pergunta. Qual a diferença de se ensinar química para aluno dito “normal” e para o aluno com DV?

Uma das diferenças é o medo e a acomodação do professor. Eu já passei por isso, sempre vem aquela velha pergunta: “Como eu vou ministrar uma aula para um aluno DV, se eu nem sei Braille!” A nem! Vou ter que preparar uma aula diferente para ele.

O primeiro contato com um aluno DV foi fascinante, pois percebi que a diferença entre um “normal” e DV em relação a capacidade física é somente a visão. Hoje em dia existem alguns recursos didáticos para os alunos “normais” e DV, já discutidos aqui pelo o Lucas e a Maria. Já em relação a capacidade cognitiva, ambos os alunos são iguais e, além disso, o esforço do aluno DV em apreender é maior que muitos alunos ditos “normais”. Mas como eu cheguei a essa conclusão? Uma resposta é obvia, o contato direto com o DV e outra foi quando eu estava ministrando a primeira aula de apoio sobre teoria atômica, quando a minha aluna DV me fez uma pergunta: você já viu um átomo? Eu respondi que não, e ela me perguntou novamente: nem pelo microscópio? Respondi novamente que não, ninguém nunca viu um átomo, teoricamente se cria a estrutura para o átomo. Mas Waleska isso não é nenhuma novidade! ela não saber que nunca se viu um átomo, ela não enxerga. Para a minha surpresa, fazendo meu estágio observatório, assistindo uma aula de química na 3º série do Ensino Médio um aluno dito “normal” fez a mesma pergunta que a minha aluna DV tinha me feito. Isso me fez parar e pensar, será que a dificuldade está no aluno ou é a disciplina que exige grande capacidade de abstração do aluno?

Essa foi uma das primeiras experiências e lição que eu tive dando aula para aluno com DV. Outra coisa que eu apreendi com os alunos DV, e que eu vou levar para minha vida inteira, foi quando eles me falaram que quase todos os professores ignoram a presença deles dentro da sala de aula, não querem saber se eles apreenderam a matéria e se apreenderam corretamente, entre outros agravantes.

Eu apreendi muito com eles e eles comigo, eles me mostraram alguns erros que os professores cometem dentro e fora da sala de aula, coisas que eu não pretendo fazer dentro ou fora da sala de aula. Devemos sempre lembrar que a educação é para todos, todos tem direito a ela, independente a quem é que seja.

Postado por Waleska Arcanjo.